nâo é por acaso Luis

nâo é por acaso Luis: (www.astormentas.com)
Poema ao acaso



A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

co mesmo moer continuo do mar



Muros, mércores 24 de agosto de 2011


No muíño do mar, sempre en campaña.


Abrazo temerario ao gran da espiga,
Ardente por demais, mirada aberta;
¡Ai do rodicio que, roendo, aperta,
Axita e contorsiona a man da intriga!


¡Ai do muíño inxel -Deus cho bendiga-!
¡Ai da fariña en flor, carne liberta!,
Desata o corazón, soña desperta
Ser saboroso pan pola fatiga.


Caudal de acea, após frugal fazaña,
Devece proseguir e baleirarse
Na inmensidade azul, por dilatarse,


Perpetuo entrometer en pura entraña,
Por rede principal: Quere inmolarse
No muíño do mar, sempre en campaña.


(Rioderradeiro)



http://rioderradeiro-naeiroa.blogspot.com/2011/08/blog-post.html



10:11hf

2 comentários:

  1. Agradecementos, saúdos e saúde para o meu editor de cabeceira.

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  2. Agradecello ao “petit napoleón”, sempre en campaña. Convencido de medras –a lengua sen dúbida-, e de estar só a un pasiño da “grandeur”, entraronlle as presas e atrévese con tres a un tempo.

    Saúde, e papas de millo que non falten, para monseñor.

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