quinta-feira, 24 de novembro de 2011
"Sabemos lo que hay que hacer
http://blogs.publico.es/versionlibre/665/a-vueltas-con-lo-que-hay-que-hacer/
A vueltas con “lo que hay que hacer"
Marco Schwartz
24 nov 2011
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En los últimos tiempos, está haciendo carrera en España una frase con la que los poderes económicos y sus amigos políticos y mediáticos pretenden remachar la doctrina de que no hay más camino para salir de la crisis que la política del tijeretazo: “Hay que hacer lo que hay que hacer”. El presidente de la CEOE, Juan Rosell, la utilizó ayer al elogiar los severos recortes que ha aprobado la Generalitat de Catalunya y reclamar a Rajoy que obre en consecuencia apenas entre en la Moncloa. Días atrás, el presidente balear, Jose Ramón Bauzá, llevó la frase al paroxismo: “Sabemos lo que hay que hacer y lo vamos a hacer, y por eso haremos lo que hemos dicho que vamos a hacer y vamos a seguir haciendo lo que toca hacer”.
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sabemos...
Os Enucos
Zeca Afonso
Os eunucos devoram-se a si mesmos
Nao mudam de uniforme, sao venais
E quando os mais sao feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os pais
Em tudo sao verdugos mais ou menos
No jardim dos harens dos principais
E quando os pais sao feitos em torresmos
Nao matam os tiranos pedem mais
Suportam toda a dor na calmaria
Da olímpica visao dos samurais
Havia um dono a mais na satrapia
Mas foi lançado à cova dos chacais
Em vénias malabares à luz do dia
Lambuzam da saliva aos maiorais
E quando os mais sao feitos em fatias
Nao matam os tiranos pedem mais
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/e-16:11h
o país, by the car
O País de Car-rinho
José Afonso
O país vai de car-rinho
Vai de car-rinho o país
Os falcóes das avenidas
São os meninos nazis
Blusão de cabedal preto
Sapato de bico ou bota
Barulho de escape aberto
Lá vai o menino-mota
Gosta de passeio em grupo
No mercedes que o papá
Trouxe da Europa connosco
Até à Europa de cá
Despreza a ralé inteira
Como qualquer plutocrata
Às vezes sai para a rua
De corrente e de matraca
Se o Adolfo pudesse
Ressuscitar em Abril
Dançava a dança macabra
Com os meninos nazis
Depois mandava-os a todos
Com treze anos ou menos
Entrar na ordem teutónica
Combater os sarracenos
Os pretos, os comunistas
Os Índios, os turcomanos
Morram todos os hirsutos!
Fiquem só os arianos !
Chame-se o Bufallo Bill
Chegue aqui o Jaime Neves
Para recordar Wiriamu,
Mocumbura e Marracuene
Que a cruz gamada reclama
de novo o Grão-Capitão
Só os meninos nazis
Podem levar o pendão
Mas não se esquecam do tacho
Que o papá vos garantiu
Ao fazer voto perpétuo
De ir prà puta que o pariu
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http://blogs.publico.es/trama-mediatica/2011/11/23/ya-gobierna-dicen/
Ya gobierna, dicen
Javier Vizcaíno
23 nov 2011
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La fotografía muestra al Hombre Nuevo en su despacho rodeado de papeles. La Razón lo retrata de frente bajo un voluntarioso encabezado: “Rajoy gobierna”
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#3 Comentario por bemsalgado
23/11/2011 11:54
Pues resulta que esta vez tienen Razón.
Ya gobierna Rajoy. A trabajar se pondrá mañana mismo, como todos los días dice.
Porque, al final, de lo que se trata es de "hacer las cosas bien", dejemos de lado lo de "como Dios manda", y eso requiere tiempo.
El carpintero de mi aldea repite constantemente a sus aprendices: "Neno, medir sete veces, cortar só uma".
Eso sí, el corte va a ser de "manda carallo".
Y Rajoy también es de mi aldea.
http://beminvitados.blogspot.com
by the car
vai de car alho
vai
vai de car
alho o país
http://letras.terra.com/jose-afonso/
/E-00:26/09.22h
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
ai da saudade
Saudadinha
José Afonso
Ó Tirana saudade
Ó Tirana saudade
Ó Tirana saudade
Saudade, ó minha saudadinha
Foste nada no Faial
Foste nada no Faial
Foste nada no Faial
No Faial baptizada na Achadinha
Saudade onde tu fores
Saudade onde tu fores
Saudade onde tu fores
Saudade leva-me podendo ser
Que eu quero ir acabar
Que eu quero ir acabar
Que eu quero ir acabar
Saudade onde tu foras morrer
A saudade é um luto
A saudade é um luto
A saudade é um luto
Um amor, um amor, uma paixão
É um cortinado roxo
É um cortinado roxo
É um cortinado roxo
Que me morde, que me morde o coração
http://letras.terra.com/jose-afonso/
Foto: b.s. / Monte Louro-Area maior.05-09
/E-00:17h
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
o meu destino, o alto mar
Mar Alto
José Afonso
Fosse o meu destino o teu
Ó mar alto sem ter fundo
Viver bem perto do céu
Andar bem longe do mundo...
Antes as tuas tormentas
Do que todas as revoltas
No céu azul que adormentas
A solução nunca volta
http://letras.terra.com/jose-afonso/
/E-13:40h
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
luis.rodrigues@astormentas.com
para bemsalgado@gmail.com
fecha 9 de noviembre de 2011 15:17
asunto[bem invitados]
Luis deixou um novo comentário na sua mensagem "Merde!":
Isto é como um glutão frente a mundo cheio de sobremesas.
A Libia já está. O que vou comer a seguir?
http://academic.evergreen.edu/g/grossmaz/interventions.html
Sim Luís, não se pode dizer mais graficamente, e com menos palavras, do que tu o fizeste, para descrever os acontecimentos dos que somos testemunhas quase mudos.
José Afonso chamava-os vampiros, ainda antes de ver todo o que estão a fazer.
Grande homem, como tu dizes, imenso, tanto que, para mim, José Afonso é Portugal.
E, no pessoal, não te digo mais nada, só porque o meu coração ainda não sabe falar.
Um forte abraço.
Os Vampiros
Zeca Afonso
No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés de veludo
Chupar o sangue fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada [bis]
A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas
São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhe franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
http://letras.terra.com/zeca-afonso/725170/
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/E-13:25h
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Fui à beira do mar, tambem
Fui à Beira do Mar
José Afonso
Fui à beira do mar
Ver o que lá havia
Ouvi uma voz cantar
Que ao longe me dizia
Ó cantador alegre
Que é da tua alegria
Tens tanto para andar
E a noite está tão fria
Desde então a lavrar
No meu peito a Alegria
Ouço alguém a bradar
Aproveita que é dia
Sentei-me a descansar
Enquanto amanhecia
Entre o céu e o mar
Uma proa rompia
Desde então a bater
No meu peito em segredo
Sinto uma voz dizer
Teima, teima sem medo
http://www.youtube.com/watch?v=WGPyl0Z5vbU&feature=related
/E-14:12h
Top Comments
Youtube
esta musica é linda... como todas as do Zeca, mas esta tem uma essência diferente, um encanto que arrepia...
Se há pessoa que nunca morrerá é o Zeca.
Liberdade, Fraternidade, Solidariedade, muito do que falta hoje em Portugal, e que em muito mudaria este Meu/Nosso País!!
25 de Abril SEMPRE!!
laramorim
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Zeca! Em frente! Sempre! Tão bela esta composição...
secadocatano
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Uma das músicas mais bonitas do grande Zeca Afonso: a delicadeza da canção que nos fala da alegria do cantador que não esmorece. Mais uma das formas geniais de semear a utopia, que "teima, teima sem medo".
taniacmacedo ---
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Rio, largo de profundis
http://www.youtube.com/watch?v=_ZP6V8vaFTk&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=nxAAaAj2izk&feature=related
/E-13:50h
(Dedicada a Ríoderradeiro)