nâo é por acaso Luis

nâo é por acaso Luis: (www.astormentas.com)
Poema ao acaso



Conheço o sal da tua pele seca
depois que o estio se volveu inverno
da carne repousada em suor nocturno.

Conheço o sal do leite que bebemos
quando das bocas se estreitavam lábios
e o coração no sexo palpitava.

Conheço o sal dos teus cabelos negros
ou louros ou cinzentos que se enrolam
neste dormir de brilhos azulados.

Conheço o sal que resta em minha mãos
como nas praias o perfume fica
quando a maré desceu e se retrai.

Conheço o sal da tua boca, o sal
da tua língua, o sal de teus mamilos,
e o da cintura se encurvando de ancas.

A todo o sal conheço que é só teu,
ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,
um cristalino pó de amantes enlaçados.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

o meu destino, o alto mar




Mar Alto
José Afonso


Fosse o meu destino o teu
Ó mar alto sem ter fundo
Viver bem perto do céu
Andar bem longe do mundo...

Antes as tuas tormentas
Do que todas as revoltas
No céu azul que adormentas
A solução nunca volta






http://letras.terra.com/jose-afonso/

/E-13:40h

1 comentário:

  1. Fose miña a túa vida
    na mesma pel sementada;
    fose o tempo esa xornada
    no corazón compartida;
    fose a carne peneirada
    polo matraz, derramada
    polo cartaz, derretida;
    fose, que fose apousada,
    na pedra lar consumada,
    con tal fervor consumida
    ... ... ... ... ...

    ResponderEliminar