nâo é por acaso Luis

nâo é por acaso Luis: (www.astormentas.com)
Poema ao acaso



Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares á; porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor

Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com carácter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo

Um homem e uma mulher um cartaz de denúncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e nas avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique
Antes que a invenção do amor se processe em cadeia

Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos

Chamem as tropas aquarteladas na província
Convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva
Todos
Decrete-se a lei marcial com todas as consequências
O perigo justifica-o
Um homem e uma mulher
conheceram-se amaram-se perderam-se no labirinto da cidade
É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-los
antes que seja demasiado tarde
e a memória da infância nos jardins escondidos
acorde a tolerância no coração das pessoas

Fechem as escolas
Sobretudo protejam as crianças da contaminação
uma agência comunica que algures ao sul do rio
um menino pediu uma rosa vermelha
e chorou nervosamente porque lha recusaram
Segundo o director da sua escola é um pequeno triste
Inexplicavelmente dado aos longos silêncios e aos choros sem razão
Aplicado no entanto Respeitador da disciplina
Um caso típico de inadaptação congénita disseram os psicólogos
Ainda bem que se revelou a tempo
Vai ser internado
e submetido a um tratamento especial de recuperação
Mas é possível que haja outros. É absolutamente vital
que o diagnóstico se faça no período primário da doença
E também que se evite o contágio com o homem e a mulher
de que fala no cartaz colado em todas as esquinas da cidade

Está em jogo o destino da civilização que construímos
o destino das máquinas das bombas de hidrogénio
das normas de discriminação racial
o futuro da estrutura industrial de que nos orgulhamos
a verdade incontroversa das declarações políticas

Procurem os guardas dos antigos universos concentracionários
precisamos da sua experiência onde quer que se escondam
ao temor do castigo

Que todos estejam a postos
Vigilância é a palavra de ordem
Atenção ao homem e á; mulher de que se fala nos cartazes
À mais ligeira dúvida não hesitem denunciem
Telefonem á; polícia ao comissariado ao Governo Civil
não precisam de dar o nome e a morada
e garante-se que nenhuma perseguição será movida
nos casos em que a denúncia venha a verificar-se falsa

Organizem em cada bairro em cada rua em cada prédio
comissões de vigilância. Está em jogo a cidade
o país a civilização do ocidente
esse homem e essa mulher têm de ser presos
mesmo que para isso tenhamos de recorrer á;s medidas mais drásticas

Por decisão governamental estão suspensas as liberdades individuais
a inviolabilidade do domicílio o habeas corpus o sigilo da correspondência
Em qualquer parte da cidade um homem e uma mulher amam-se ilegalmente
espreitam a rua pelo intervalo das persianas
beijam-se soluçam baixo e enfrentam a hostilidade nocturna
É preciso encontrá-los
É indispensável descobri-los
Escutem cuidadosamente a todas as portas antes de bater
É possível que cantem
mas defendam-se de entender a sua voz
Alguém que os escutou
deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de lágrimas
E quando foi interrogado em Tribunal de Guerra
respondeu que a voz e as palavras o faziam feliz
lhe lembravam a infância
Campos verdes floridoságua simples correndo A brisa das montanhas

Foi condenado á; morte é evidente
É preciso evitar um mal maior
Mas caminhou cantando para o muro da execução
foi necessário amordaçá-lo e mesmo assim desprendia-se dele
um misterioso halo de uma felicidade incorrupta

Impõe-se sistematizar as buscas Não vale a pena procurá-los
nos campos de futebol no silêncio das igrejas nas boîtes com orquestra privativa
Não estarão nunca aí
Procurem-nos nas ruas suburbanas onde nada acontece
A identificação é fácil
Onde estiverem estará também pousado sobre a porta
um pássaro desconhecido e admirável
ou florirá na soleira a mancha vegetal de uma flor luminosa
Será então aí
Engatilhem as armas invadam a casa disparem á; queima roupa
Um tiro no coração de cada um
Vê-los-ão possivelmente dissolver-se no ar Mas estará completo o esconjuro
e podereis voltar alegremente para junto dos filhos da mulher

Mais ai de vós se sentirdes de súbito o desejo de deixar correr o pranto
Quer dizer que fostes contagiados Que estais também perdidos para nós
É preciso nesse caso ter coragem para desfechar na fronte
o tiro indispensável
Não há outra saída A cidade o exige
Se um homem de repente interromper as pesquisas
e perguntar quem é e o que faz ali de armas na mão
já sabeis o que tendes a fazer Matai-o Amigo irmão que seja
matai-o Mesmo que tenha comido á; vossa mesa e crescido a vosso lado
matai-o Talvez que ao enquadrá-lo na mira da espingarda
os seus olhos vos fitem com sobre-humana náusea
e deslizem depois numa tristeza líquida
até ao fim da noite Evitai o apelo a prece derradeira
um só golpe mortal misericordioso basta
para impor o silêncio secreto e inviolável

Procurem a mulher o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas
senhas salvo-condutos horas de recolher
censura prévia á; Imprensa tribunais de excepção
Para bem da cidade do país da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com carácter de urgência

Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias
Um velho sem família a testemunha diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua
No inquérito oficial atónito afirmou
que o homem e a mulher tinham estrelas na fronte
e caminhavam envoltos numa cortina de música
com gestos naturais alheios Crê-se
que a situação vai atingir o climax
e a polícia poderá cumprir o seu dever



domingo, 19 de junho de 2011

+ CINCO, morte, mortos



"Cinco civis, ao menos, mortos nun bombardeo da OTAN en Trípoli "

sexan malditos os asesinos
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Cinco civiles muertos en un bombardeo de la OTAN en Trípoli

Los ataques se producen en un barrio lleno de opositores de Gadafi

PUBLICO.ES / EFE TRÍPOLI 19/06/2011 08:44 Actualizado: 19/06/2011 12:19

El bombardeo esta madrugada de una residencia en el sur de Trípoli ha causado al menos cinco muertos, según pudieron comprobar los corresponsales extranjeros que fueron trasladados al lugar por las autoridades, que atribuyeron las muertes a los ataques de los aviones de la OTAN.

El corresponsal del The New York Times afirma que dos cadáveres fueron extraídos entre las ruinas y en el Hospital Central de Trípoli los funcionarios mostraron otros tres cuerpos sin vida, incluidos un niño y un lactante, que aseguran habían muerto en ese bombardeo.

El diario precisa que es la primera vez en varios meses que los funcionarios enseñan algo con evidencias creíbles de lo que parecen ser víctimas civiles.

Aunque el Gobierno del coronel Muamar al Gadafi ha denunciado insistentemente esas supuestas muertes, recuerda el rotativo neoyorquino, nunca habían exhibido cadáveres o datos que avalasen dichas acusaciones.

Un barrio contra Gadafi

El lugar atacado, que no presenta ninguna muestra de tener uso militar, está situado en la zona de Zuk al Yuma, un barrio conocido por la existencia de numerosos opositores al régimen de Gadafi. Algunos vecinos, que aseguraron ser contrarios al régimen, confirmaron el relato de los funcionarios gadafistas.

No obstante, añade el diario, los periodistas desplazados al lugar no encontraron restos de bomba alguna.


http://www.publico.es/internacional/382755/cinco-civiles-muertos-en-un-bombardeo-de-la-otan-en-tripoli

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cinco voces indignadas e Xaquín Marín, grazas
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#1 candamo
19-06-2011 10:14

Parece ser que la OTAN mata civiles sin bombas,éstos criminales ya tenían que tener un tribunal penal para juzgarles por la cantidad de crímenes que llevan cometidos por el afán de lucro.

#8 barbantesa
19-06-2011 15:44

Alguien se ha parado a leer con calma el artículo?..para empezar, incide en que los testigos del hecho son periodistas enviados por Gadafi...a un barrio lleno de opositores a Gadafi pero bombardeado por la OTAN que tambien se opone a Gadafi....además..sigue diciendo el artículo...estos periodistas no encontraron restos de bomba alguna...aunque los funcionarios del régimen mostraron por primera vez cadáveres que confirman el dato....

En fin...bonito y tendencioso artículo..digno de figurar en un seminario sobre propaganda sublminal en la informacion periodística

#10 Karellen
19-06-2011 16:36

Tiene razón Barbantesa, el artículo no tiene ni pies ni cabeza. ¿Y el vídeo? Nos muestran unos cadáveres procedentes del bombardeo... y luego una voz en off afirma que el régimen toma cadáveres de accidentes de tráfico y los presentan como si fueran víctimas de las bombas... ¡Eso, después de que supuestamente los vecinos confirmaran la versión oficial de lo sucedido!

Un caso claro de minimización de la información sobre los daños que provocan "los nuestros" en la guerra.

Y después se acusa en otra parte del periódico al gobierno libio, sin pruebas, de violaciones masivas y sistemáticas de mujeres, resumidas siempre muy sospechosamente en un único caso (el de la abogada Iman el Obeidi), y que la representante de la ONU sobre violencia sexual en conflictos Margot Wallstrom "aseguró" que los casos conocidos "pueden ser" sólo "la punta del iceberg" (Pág. 16 de la edición impresa de Público).

¿"Aseguró que puede ser"?

¿Cuándo dejará Público de presentar propaganda de guerra contra Libia como si fuera información?

#14 MICHAEL HARTMANN
19-06-2011 19:37

El diario precisa que es la primera vez en varios meses que los funcionarios enseñan algo con evidencias creíbles de lo que parecen ser víctimas civiles.

Evidencias creibles de victimas civiles han habido desde el principio de la intervencion de la OTAN incluso anteriormente por parte de los mercenarios , los cuales asesinaron a cientos de doldados desarmados hechos prisioneros y a civiles que no comulgan con la la invasion por parte de USA_UE_OTAN, otra cosa es que NINGUN diario de las empresas de noticias occidentales los publicaran .

#16 juanfri
19-06-2011 20:53

Y en medio de las evidencias genocidas de la OTAN, como ya hicieran en Yugoslavia al mando de Javier Solana (dirigente del PsoE, exministro del canalla de Camas), su actual Gobierno pretende el permiso de intervenir "indefinidamente" allí.

No pasará mucho tiempo para que sentemos a éstos impostores antisocialistas ante un verdadero tribunal de Derechos Humanos.

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"Al menos cinco civiles muertos en una casa de Trípoli por bombas de la OTAN"

Última actualización: Domingo, 19 de junio de 2011

El gobierno libio asegura que un ataque de la alianza militar destrozó en la madrugada del domingo una casa de tres plantas en Trípoli y mató al menos a cinco personas.

Jeremy Bowen, corresponsal de la BBC en la capital libia, fue conducido por las autoridades a la residencia, en el distrito Souk el Juma, que se encuentra a algo más de un kilómetro de un aeropuerto militar que ha sido objetivo de la OTAN.

Nuestro correponsal también vio cinco cadáveres en un hospital de Trípoli. Las autoridades le mostraron el cuerpo de un hombre, una mujer y un niño y le dijeron que pertenecían a la misma familia.

Bowen informa que si realmente se trata de un ataque de la OTAN, suscitará numerosas críticas sobre la campaña en Libia de la alianza, cuyo mandato es precisamente la protección de los civiles.

No se ha producido aún una respuesta de la organización militar atlántica pero ésta sí ha reconocido que previos bombardeos golpearon por error áreas civiles.

http://www.bbc.co.uk/mundo/ultimas_noticias/2011/06/110619_ultnot_libia_casa_muertos_tripoli_fp.shtml
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Libia acusa a la OTAN de atacar blancos civiles en Trípoli

TRIPOLI (AP) — El gobierno libio acusó el domingo a la OTAN de bombardear un vecindario residencial en Trípoli y de haber matado a varios civiles en la zona, insistiendo en sus acusaciones de que la alianza ataca blancos no militares.

Las autoridades informaron que al menos cuatro personas fallecieron en el ataque aéreo, entre ellas dos niños.

No fue posible verificar de forma independiente la versión oficial de lo que sucedió y la OTAN dijo que estaba investigando. La alianza ha insistido reiteradamente que trata de evitar bajas civiles.

Sin importar si al final se confirman las muertes o no, es probable que las denuncias ofrezcan a los partidarios del régimen de Moamar Gadafi nuevos argumentos contra la intervención internacional en la guerra civil de Libia.

Poco después del bombardeo, autoridades del gobierno llevaron a periodistas asignados a la capital libia en un recorrido por el vecindario donde supuestamente ocurrió el ataque. Les mostraron un edificio destruido, que parecía haber estado parcialmente en construcción.

El vocero del gobierno, Musa Ibrahim, no pudo indicar de inmediato un número de muertos y heridos, pero aseguró que no había instalaciones militares cercanas al edificio dañado.

"Esto es atacar áreas civiles de Trípoli", dijo. "Sabemos que la OTAN está acelerando sus operativos contra nosotros".

Los periodistas fueron llevados posteriormente a un hospital donde les mostraron los cuerpos de al menos cuatro personas que se dice fallecieron en el ataque, entre ellas dos niños pequeños.

Las autoridades le tienen prohibido a los corresponsales extranjeros en Trípoli viajar e informar libremente y casi siempre están acompañados por escoltas del gobierno.

"Hubo un ataque intencional y deliberado contra casas de civiles", dijo el viceministro de Relaciones Exteriores Jaled Kaim, durante una visita al lugar poco después de que llegaron los reporteros. "Este es otro indicio de la brutalidad de Occidente", agregó.

También el domingo, las fuerzas de Gadafi lanzaron un ataque de artillería pesada, con cohetes Grad y morteros, contra las primeras filas de los rebeldes en Dafniya, a unos 25 kilómetros (unas 15 millas) al oeste de Misrata.

Muthana Issa, un funcionario del hospital Hikma de Misrata, dijo que cuatro personas murieron y 16 resultaron heridas en las primeras horas del ataque.

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Al-Shalchi reportó desde Dafniya, Libia. Los periodistas de The Associated Press Sarah El Deeb en El Cairo y Don Melvin en Bruselas contribuyeron a este despacho.

http://www.publimetro.cl/nota/mundo/libia-acusa-a-la-otan-de-atacar-blancos-civiles-en-tripoli/Etzkfs!0npuY9QsKZ5HoBmHuP8oIQ/


viñeta: Xaquin Marin, lvg 2011.06.19

Fotografía tomada durante un recorrido organizado por el gobierno libio para la prensa, en la que un libio está sentado sobre los escombros de un edificio residencial en Trípoli, el domingo 19 de junio de 2011. (Foto AP/Ivan Sekretarev) Foto: The Associated Press

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